07/12/2011

Ernest Hemingway - "O velho e o mar"

Há clássicos que parecem psicografados a partir do universo, com as dúvidas mais íntimas da humanidade, seja para a glória ou para o inferno do espírito humano (figuras retóricas, claro!)
É assim com "O velho e o mar" de  Ernest Hemingway, de 1952, Prêmio Nobel em 1954.
Veja o trecho do filme de Spencer Tracy, com suporte no monólogo de Hemingway.
Pouco mais de dois minutos que rendem muito! Aproveite!



-Como você se sente, mão?
Ou é muito cedo para saber?
Talvez você abra com o sol.
Se eu tiver que abrí-la, vou abrí-la.
Custe o que custar.
Deus me ajude que a cãibra acabe
Porque eu não sei o que o peixe vai fazer.
Mas ele parece calmo e segue o seu plano,
mas o que é seu plano?
Qual é meu?
O meu é improvisar
por causa de seu grande tamanho.
Se ele vai saltar eu posso matá-lo.
Mão... Vamos lá, mão!
Ele está chegando.... Mão!
Ele é maior do que o barco.
Oh, ele é um grande peixe.
Graças a Deus eles não são tão inteligentes
como nós, que os matamos, embora sejam mais nobres ...
... e mais capazes.
Eu me pergunto por que ele pulou?
É quase como se ele pulasse apenas para me mostrar o quão grande ele é.
Más notícias para você, peixe!